Cortei o cabelo,
Perdi quilos.
te perder é me ganhar.
Com verso, converso com meus poetas prediletos; no uni-verso da dor, re-invento o in-verso
27 de abr. de 2011
Precisão
É preciso refazer a cama.
É preciso sair do drama.
É preciso fazer ajustamentos.
É preciso conter-se ao pagamento.
É preciso um ritmo codidiano.
É preciso fazer planos.
A minha balança é que está sem precisão!
É preciso sair do drama.
É preciso fazer ajustamentos.
É preciso conter-se ao pagamento.
É preciso um ritmo codidiano.
É preciso fazer planos.
A minha balança é que está sem precisão!
25 de abr. de 2011
Errante
errar é humano
sair sem destino, sem estrada, está na alma.
Nesses passos sem pegada,
errar também faz caminho.
sair sem destino, sem estrada, está na alma.
Nesses passos sem pegada,
errar também faz caminho.
24 de abr. de 2011
Mamed
Primeira palavra:
Pai!
Qualquer dor, qualquer ai!
Pai
50% da memória
50% de histórias
100% de pertencimento
100% de acolhimento
Tua essência está em mim.
Tua ausência está em mim.
Tua presença está em mim.
Não há morte que possa te separar, tu és para mim inteiro.
Se a biologia não nos liga
O amor que sentimos é mais do que nó de marinheiro.
Pai!
Qualquer dor, qualquer ai!
Pai
50% da memória
50% de histórias
100% de pertencimento
100% de acolhimento
Tua essência está em mim.
Tua ausência está em mim.
Tua presença está em mim.
Não há morte que possa te separar, tu és para mim inteiro.
Se a biologia não nos liga
O amor que sentimos é mais do que nó de marinheiro.
22 de abr. de 2011
Celestial Maria
De todas as Marias és tu a minha
minha mãe adotiva, minha mainha
Para que Farol de Abrolhos? Já tenho teus olhos.
Para que Caravelas, formoso rincão?
O meu território é o teu coração
Em ti está o céu, nas histórias de infância
Em ti está o céu, no nome Celeste
Em ti está o céu, embalando minhas lembranças
em ti está o céu, pelo amor que tu me deste
minha mãe adotiva, minha mainha
Para que Farol de Abrolhos? Já tenho teus olhos.
Para que Caravelas, formoso rincão?
O meu território é o teu coração
Em ti está o céu, nas histórias de infância
Em ti está o céu, no nome Celeste
Em ti está o céu, embalando minhas lembranças
em ti está o céu, pelo amor que tu me deste
20 de abr. de 2011
Guiomar
De que era feito o mar de Guiomar?
Das lágrimas pelo marido,
pelo filho perdido?
Na cacimba,
coloca a vida nos trilhos
Lava roupa, seca as lágrimas
enche os baldes, enche a barriga dos filhos
És para mim mais que uma avó querida
És única: um exemplo de vida
Guiomar para eu amar
Para me guiar, GUIOMAR.
Das lágrimas pelo marido,
pelo filho perdido?
Na cacimba,
coloca a vida nos trilhos
Lava roupa, seca as lágrimas
enche os baldes, enche a barriga dos filhos
És para mim mais que uma avó querida
És única: um exemplo de vida
Guiomar para eu amar
Para me guiar, GUIOMAR.
16 de abr. de 2011
Mensagem subliminar
O que eu quero FAlar
em BIlhetes não dá...
Que outro meio?
ANdei pensando em e-mail.
em BIlhetes não dá...
Que outro meio?
ANdei pensando em e-mail.
Rosângela
Rosângela
Fazer versos para ti
É falar de segredos – nem sempre ditos-
Adivinhados nas entrelinhas (nas estrelinhas ou no luarzão).
É lembrar literaturas literalmente sem letras
Escritas para uma Regina na luta pelo rei.
Ou seria ele um mercador dos sonhos da juventude?
Fazer versos para rosa ou para o anjo?
Fazer verso para a Pessoa.
A rosa é para Drummond.
O anjo é para Gregório.
Domenica é para mim...
Por todos os dias. Amém!!!!
Fazer versos para ti
É falar de segredos – nem sempre ditos-
Adivinhados nas entrelinhas (nas estrelinhas ou no luarzão).
É lembrar literaturas literalmente sem letras
Escritas para uma Regina na luta pelo rei.
Ou seria ele um mercador dos sonhos da juventude?
Fazer versos para rosa ou para o anjo?
Fazer verso para a Pessoa.
A rosa é para Drummond.
O anjo é para Gregório.
Domenica é para mim...
Por todos os dias. Amém!!!!
15 de abr. de 2011
Fenômeno linguístico?
É possível uma nasal, sonora, bilabial transformar-se em
Em Oral, oclusiva, sonora e linguodental?
Pois só assim posso explicar a dor!
Em Oral, oclusiva, sonora e linguodental?
Pois só assim posso explicar a dor!
10 de abr. de 2011
GIORDANO
Meus cachinhos de anjo,
rosto de adolescente,
No olhar: um teimoso;
No agir: indolente.
Um mosaico de sensações:
alegria,ansiedade,amor,chateação...
Com asas de cera voar é teu querer,
Com coração de mãe o meu é te proteger.
Te amo e o amor não pode tudo.
Ele só pode ser em si o que é:
Querer o bem do nosso bem,
estar com ele pro que der e vier.
rosto de adolescente,
No olhar: um teimoso;
No agir: indolente.
Um mosaico de sensações:
alegria,ansiedade,amor,chateação...
Com asas de cera voar é teu querer,
Com coração de mãe o meu é te proteger.
Te amo e o amor não pode tudo.
Ele só pode ser em si o que é:
Querer o bem do nosso bem,
estar com ele pro que der e vier.
9 de abr. de 2011
VERSOS ÍNTIMOS
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
(Augusto dos Anjos
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
(Augusto dos Anjos
7 de abr. de 2011
4 de abr. de 2011
Abril
Me abri...
Apenas uma fresta!
As cores de outono me espiam.
Também expio.
Por uma frincha a vida vai se abrindo.
3 de abr. de 2011
Valentina
Duas bolitas (seus olhos) negritas
Duas mãos: que buliçosas
Um sorriso à Monalisa
Um sorriso à Monalisa
Um corpo de moça em uma criança
Me exaspera, me acaricia.
Faz de mim mãe ou carrasca.
Se brigo, vem me abraça.
Se dengo, faz pirraça.
Não são duas, não há número,
Tampouco há questão:
Valentina – Minha filha –
É minha alegria!
Minha satisfação!
2 de abr. de 2011
Vingança
Foram tantas trapaças,
Que, só de pirraça,
Queria de herança
Fazer a vingança.
Contar os seus fracos,
De ti falar mal
Armar o barraco
Descer-lhe o pau.
Mas nessa história,
De vítima ias ficar
A minha vingança
é não me vingar
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