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3 de out. de 2011

A Morte

Eu vejo que a morte me espia
com os olhos-faróis dos carros.
As  Moiras tramam o meu destino
na circulação interrompida.

A morte se aproxima, lentamente,
perco neurônios,
raream os cabelos
perco a elasticidade da pele.


Enquanto  morro - essa é nossa sina,
eu corro para os teus braços.
Quero ser tua menina,
ganhar Danette, comer chocolate
lambuzar-me de prazer...

Antes que a morte me arroupe
com sua mortuária mortalha,
quero que você me enrole numa toalha
depois de um banho quentinho
porque se  é pra morrer,
que eu me enfarte de carinho.

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