De tudo, ao meu amor, posto ao relento.
Antes era zelo, hoje é desencanto
mesmo que Deus dissesse que és santo
Dele não creria mais meu pensamento.
A dor, vivê-la em cada vão momento,
pra meu horror descobri mais eventos
promessas de amor ditas ao vento
sem pensar sequer nos meus sentimentos
E assim mais tarde, quando eu me curar
Terei um novo norte, até posso amar
Ou na solidão, paz de quem a si ama
Eu possa dizer do amor que não tive
Que é mortal, corrompeu minhas entranhas,
Mas é finito: não há mal que perdure.

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