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27 de mar. de 2011

Soneto para a infidelidade

De tudo, ao meu amor, posto ao relento.
Antes era zelo, hoje é desencanto
 mesmo que Deus dissesse que és santo
Dele não creria mais meu pensamento.

A dor, vivê-la em cada vão momento,
 pra meu horror descobri mais eventos
promessas de amor ditas ao vento
sem pensar sequer nos meus sentimentos

E assim mais tarde, quando eu me curar
 Terei um novo norte, até posso amar
Ou na solidão,  paz de quem a si ama

Eu possa dizer do amor que não tive
Que é mortal, corrompeu minhas entranhas,
Mas é finito: não há mal que perdure.

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